No segundo ano consecutivo desfilando na Série Ouro do Carnaval carioca, a Botafogo Samba Clube apresentou uma passagem pela Marquês de Sapucaí que misturou brilho estético e irregularidades técnicas. Com o enredo “O Brasil que floresceu em arte”, a escola homenageou o paisagista e artista Roberto Burle Marx, transformando a avenida em um verdadeiro espetáculo cromático e visual que destacou os biomas nacionais e a integração entre arte, natureza e cultura brasileira.
A comissão de frente surpreendeu com uma coreografia criativa e figurinos que evocaram a conexão entre a terra e a expressão artística. As alegorias, com acabamento impecável e detalhes ricos, foram um dos pontos altos do desfile, reforçando a primazia plástica da apresentação.
No entanto, nem tudo brilhou de forma uniforme. Apesar de o samba-enredo ser bem elaborado e conhecido pela comunidade, o canto perdeu força ao longo do percurso, especialmente após o terceiro módulo, o que trouxe certa irregularidade à harmonia geral do cortejo.
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O ritmo da evolução também teve momentos de lentidão, com leve hesitação em alguns setores, embora sem comprometer drasticamente o conjunto. Ainda assim, a combinação entre o impacto visual e as falhas pontuais criou um desfile de contrastes: visualmente impressionante, mas com aspectos técnicos a serem aprimorados para futuras apresentações.