O debate sobre a possível ampliação do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro para 15 escolas ganhou força nos bastidores e já movimenta dirigentes e autoridades do setor.
O Gabriel David, presidente da Liesa, defendeu que a definição das escolas convidadas deve seguir critérios técnicos, com base no desempenho da Série Ouro de 2026.
A proposta surge em meio à discussão sobre mudanças no formato da elite do samba carioca, que pode passar por uma reformulação a partir do Carnaval 2027.
Critério técnico ou convites diretos
A posição da Liesa difere da sugestão apresentada pela Prefeitura do Rio, que avalia a possibilidade de convites diretos para escolas tradicionais.
Para Gabriel David, o critério deve ser claro:
“A pista precisa ser respeitada.”
A declaração reforça a defesa de um modelo baseado na meritocracia, em que o resultado obtido na avenida seja determinante para o acesso ao Grupo Especial do Rio.
Série Ouro pode definir novas vagas
Caso a proposta seja adotada, as vagas adicionais seriam preenchidas de acordo com o resultado da Série Ouro de 2026, contemplando:
- a vice-campeã
- a terceira colocada
- a quarta colocada
Esse modelo prioriza o desempenho na avenida e pode alterar significativamente a composição do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, impactando diretamente escolas tradicionais e emergentes.
Decisão envolve tradição e estrutura do Carnaval
A ampliação para 15 escolas ainda depende de aprovação interna entre as agremiações e de alinhamento com o poder público.
A mudança não envolve apenas critérios de colocação, mas também questões estruturais, como tempo de desfile, logística da Sapucaí e divisão de receitas.
Por isso, a decisão final deve passar por votação dentro da própria Liesa.
O que está em jogo no Carnaval do Rio
- tradição x meritocracia
- convite institucional x resultado de pista
A definição sobre o formato do Grupo Especial pode impactar diretamente o futuro da competição e o acesso das escolas à elite do samba.
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