A Salgueiro faz desfile luxuoso e consagra Rosa com aula de mestre‑sala e porta‑bandeira entrou na Marquês de Sapucaí com um dos desfiles mais consistentes da noite, deixando claro que também está na disputa pelo título do Carnaval 2026. Com o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, a escola homenageou a lendária carnavalesca Rosa Magalhães com um espetáculo visual de grande qualidade e narrativa envolvente.
O conjunto estético apresentado pelo carnavalesco Jorge Silveira se destacou pela luxuosidade dos materiais, acabamento refinado e criatividade nas alegorias e fantasias, traduzindo com clareza diferentes momentos da trajetória artística de Rosa. A comissão de frente foi criativa e conseguiu fazer uma leitura lúdica do enredo, enquanto passistas e alas envolveram a Sapucaí com grande impacto visual.
O samba-enredo teve boa execução e foi bem recebido pelo público, impulsionado por um carro de som forte e por momentos de canto vibrante da comunidade, o que ajudou a manter a escola musicalmente competitiva. A bateria “Furiosa”, sob comando experiente, também chamou atenção pela energia e variação de ritmos.
No quesito evolução, o Salgueiro passou com fluidez quase total, e um pequeno buraco na parte final — visível apenas para alguns jurados — pode ser descartado na apuração, o que minimiza o impacto na pontuação. A atuação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei Santos e Marcella Alves, foi outro ponto alto da noite, com desempenho técnico impecável que reforça o potencial de pontuação.
Com samba sólido, estética marcante e desempenho técnico consistente, o Salgueiro sai da avenida com argumentos fortes para figurar entre as primeiras colocadas e lutar pelo título do Carnaval 2026.