A Portela entrou na Marquês de Sapucaí com um desfile carregado de emoção e significado, resgatando elementos culturais e espirituais por meio do enredo “O Mistério do Príncipe do Bará, a Oração do Negrinho e a Ressurreição de sua Coroa sob o Céu Aberto do Rio Grande”, que buscava destacar a influência da cultura afro-gaúcha e trazer uma narrativa com forte impacto no público.
Apesar da intensidade emocional e de momentos de grande expressão artística, a escola enfrentou problemas sérios de natureza técnica, principalmente com a última alegoria, que apresentou dificuldades para entrar corretamente na avenida, abrindo um buraco na evolução da escola e comprometendo a continuidade da apresentação.
A situação não passou sem repercussão: o carnavalesco responsável pela criação da Portela anunciou sua saída da escola logo após o desfile, atribuindo sua decisão às responsabilidades acumuladas e até a ataques pessoais nas redes sociais, gerando discussão entre membros da comunidade carnavalesca.
Mesmo com os contratempos, a Portela concluiu seu percurso dentro do tempo regulamentar, mas o desfile acabou marcado por uma atmosfera de tensão e reflexão sobre os desafios enfrentados por agremiações de elite durante a maior festa popular do Brasil.