O samba perdeu nesta segunda-feira (29) um de seus grandes poetas: Marquinho PQD — nome artístico de Marcos de Souza Nunes — faleceu aos 66 anos, no Rio de Janeiro. A notícia foi confirmada pela família nas redes sociais. O artista estava internado havia alguns dias, mas a causa oficial da morte não foi divulgada.
Trajetória e contribuições
Nascido em Realengo, na Zona Oeste carioca, Marquinho PQD iniciou sua trajetória musical em 1983, quando teve sua primeira composição gravada pelo grupo Fundo de Quintal. Logo em seguida, Beth Carvalho também interpretou uma de suas obras, abrindo as portas para o reconhecimento de seu talento.
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, PQD compôs mais de 400 músicas, sendo cerca de 100 em parceria com Arlindo Cruz. Juntos, criaram sambas memoráveis como “Pedras no Caminho”, “Silêncio no Olhar” e “Quem Sabe de Mim Sou Eu”.
Suas composições foram gravadas por alguns dos maiores intérpretes do país, entre eles Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Alcione, Jovelina Pérola Negra, Roberto Ribeiro, Almir Guineto e Reinaldo.
Marquinho também deixou sua marca no carnaval, assinando sambas-enredo para a Mocidade Independente de Padre Miguel, em 1995 e 2000. O apelido “PQD” remete ao período em que serviu como paraquedista no Exército, antes de se dedicar integralmente à música.
Legado
O compositor deixou esposa, cinco filhos e uma obra que já faz parte da história do samba. Sua morte acontece pouco tempo depois da partida de seu parceiro de tantas composições, Arlindo Cruz, ampliando o sentimento de luto no mundo do samba.
Marquinho PQD será lembrado por sua criatividade, sua poesia e pela capacidade de traduzir em versos as alegrias e dores da vida. Suas músicas seguem vivas nas rodas de samba, nas escolas de samba e nas vozes de quem o admira.
O samba perde um de seus grandes mestres, mas o legado de Marquinho PQD permanecerá eterno.
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