A Em Cima da Hora impressionou logo no início do seu desfile na Série Ouro com um visual impactante: a comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, e as primeiras alas trouxeram um conjunto de fantasias bem executado, que encantou o público presente na Sapucaí. O samba, bastante popular e entoado com vigor, contagiou a comunidade e impulsionou a energia da escola desde os primeiros momentos.
No entanto, apesar desse bom começo, a evolução do desfile enfrentou percalços. Problemas com a entrada e movimentação das alegorias causaram lentidão e até buracos na pista, prejudicando a fluidez do desfile e exigindo esforços adicionais para compensar o tempo perdido — especialmente nas alas e na entrada da bateria.
Além disso, a intensidade do canto da comunidade acabou diminuindo na parte final, reflexo da necessidade de acelerar a evolução da escola para não estourar o tempo regulamentar. Isso impactou a performance geral no quesito evolução, evidenciando um contraste entre a força estética e a precisão técnica ao longo do percurso.
Apesar das dificuldades, o desfile da Em Cima da Hora ficou marcado pelo bom trabalho visual e pela energia do samba, que garantiram muitos aplausos e deixaram uma impressão positiva para a escola seguir evoluindo nos próximos carnavais.