Em nova iniciativa voltada para o fortalecimento do Carnaval carioca, o deputado estadual Dionísio Lins (PP) planeja apresentar ao presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, uma proposta ambiciosa e histórica: elevar o número de escolas que disputam o Grupo Especial de uma para 15 agremiações.
Atualmente, apenas uma escola é promovida por ano ao Grupo Especial. A iniciativa do parlamentar amplia dramaticamente esse limite, sugerindo uma reformulação estrutural que permitirá a ascensão de um grande número de agremiações tradicionais em um único ciclo carnavalesco.
Segundo Lins, a ideia marca uma valorização da tradição e um reforço à diversidade cultural do desfile oficial. Ele antecipou que já está em diálogo com o governador Cláudio Castro e o prefeito Eduardo Paes — considerados grandes entusiastas do Carnaval — para viabilizar essa proposta junto à direção da Liesa. Como parte da estratégia, o deputado defende que escolas consagradas no passado, como União da Ilha, Império Serrano e Estácio de Sá, possam retornar à elite do samba em dias de exibição diferenciados.
Paralelamente, Dionísio Lins apresentou um projeto de lei que visa reconhecer a Liesa — juntamente com a Superliga Carnavalesca e a Liga RJ — como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Para o deputado, essa distinção reforça o valor histórico e social dessas entidades, que ao longo das últimas quatro décadas se consolidaram como referência no planejamento e execução do Carnaval carioca, promovendo transparência, equilíbrio na competição e crescimento econômico sustentável.
Ele também ressaltou a atuação da Liesa na gestão da Cidade do Samba — em parceria com a prefeitura —, sede de 14 barracões de escolas do Grupo Especial, além do apoio contínuo às escolas dos grupos de acesso (Ouro, Prata) e ao universo mirim. E lembrou o papel crescente da Superliga Carnavalesca, que organiza desfiles gratuitos com cerca de 60 agremiações na Estrada Intendente Magalhães, na Zona Norte, movimentando intensamente a cultura popular da região.
Caso a proposta prospere, a estratégia de incluir 15 escolas no Grupo Especial do Carnaval transformaria profundamente o espetáculo na Sapucaí — não só em número, mas em alcance cultural, econômico e simbólico.
Contexto geral
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Proposta atual: avançar de apenas 1 para 15 escolas promovidas ao Grupo Especial — movimento inédito que visa revitalizar o desfile oficial e homenagear agremiações com histórico marcante.
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Apoio político em vista: conversas em andamento com o governador Cláudio Castro e o prefeito Eduardo Paes, figuras chaves para o andamento da proposta.
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Outras frentes do deputado: projeto de lei para reconhecer entidades carnavalescas como patrimônio cultural, valorização das instituições e patrimônio imaterial, além da gestão cultural do samba na cidade.