As entradas adquiridas via Ticketmaster em setembro serão convertidas em pulseiras entregues antecipadamente aos ocupantes dos boxes, como geralmente acontece a cada temporada. Não há previsão de que os grupos precisem se apresentar em conjunto para a retirada dos acessórios. Essa medida, embora tenha constado no site da plataforma de vendas, não será colocada em prática.
A única mudança no processo, ainda em estudo pela Liesa e pela Ticketmaster, é a coleta de dados de todos os ocupantes das frisas. Nos anos anteriores, somente o comprador fornecia seus dados à Liesa, repassando as pulseiras para seus convidados. Para 2027, avalia-se uma maneira prática e acessível para que todos os portadores de pulseira passem por um processo similar de coleta.
Cada vez mais dedicada a combater práticas de cambistas, a Liesa tem debatido internamente formatos de comercialização de ingressos e acesso à Avenida que protejam os verdadeiros apaixonados pela folia. Esse esforço logístico, jurídico e comunicacional envolve um monitoramento ativo das redes sociais e também o recebimento de denúncias via e-mail ingressoseguro@liesa.org.br.
As frisas, naturalmente, fazem parte do debate. A prioridade é o compromisso da Liesa de garantir o acesso, recepcionar e acomodar todos os compradores dos ingressos vendidos, em qualquer setor do Sambódromo. Dessa maneira, a instituição vem informando há dez dias que o formato deste ano, tão logo definido, seria informado por meio de seus canais oficiais — como acontece agora. Quaisquer novos dados referentes aos ingressos e pulseiras (inclusive datas de retirada) serão divulgados da mesma maneira.
No período, tanto a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quanto o Procon-RJ afirmaram publicamente que buscariam junto à liga mais informações sobre o tema. Assim que notificada, a Liesa encaminhará a esses órgãos as informações que já têm sido compartilhadas com o público.
Comentários: